A verdade se mostra em todo ato, a nossa consciência nos achega e tenta manter a disciplina, tantas vezes não a ouvimos. No entanto, ao fazermos uma acurada análise, estará exposta a forma certa, e onde encontramos as desculpas internas para tais formas de agir diferente.
Cada nota de um concerto precede a seguinte obedecendo a uma escala harmônica. Na obra literária existem regras de pontuação que denotam e conduzem a narrativa. No esplendor de uma pintura existe a firmeza do traço para o término propício.
Se é dessa forma em todas as atividades não haveria de ser diferente na condução de nossos destinos diante da nossa existência. Precisamos primeiramente dominar o entendimento de como tudo funciona, e depois, na concepção de nossos atos, colocarmos as premissas vigentes e que nos manterão na boa conduta.
O que geralmente ocorre é de por medo da verdade, por indisciplina, comodismo, preguiça, nos predispormos a tentar alterar a harmonia portadora da verdade, e assim, atalharmos ou acharmos outros meios de andamento de nossos destinos.
A verdade se mostra em todo ato, a nossa consciência nos achega e tenta manter a disciplina, tantas vezes não a ouvimos. No entanto, ao fazermos uma acurada análise, estará exposta a forma certa, e onde encontramos as desculpas internas para tais formas de agir diferente.
“A filosofia moral, ou ciência da natureza humana, pode ser tratada de duas maneiras diferentes; cada uma delas tem seu mérito peculiar e pode contribuir para o entretenimento, instrução e reforma da humanidade. A primeira considera o homem como nascido principalmente para a ação; como influenciado em suas avaliações pelo gosto e pelo sentimento; perseguindo um objeto e evitando outro, segundo o valor que esses objetos parecem possuir e de acordo com a luz sob a qual eles próprios se apresentam. Como se admite que a virtude é o mais valioso dos objetos, os filósofos desta classe pintam-na com as mais agradáveis cores e, valendo-se da poesia e da eloqüência, discorrem acerca do assunto de maneira fácil e clara: o mais adequado para agradar a imaginação e cativar as inclinações. Escolhem, na vida cotidiana, as observações e exemplos mais notáveis, colocam os caracteres opostos num contraste adequado e, atraindo-nos para os caminhos da virtude com visões de glória e de felicidade, dirigem nossos passos nestes caminhos com os mais sadios preceitos e os mais ilustres exemplos.” David Hume.
Quando ainda há facilidades, antes de imperar as cobranças de nossos impropérios, esquecemos facilmente das obrigações antecessoras do sucesso, ou tão somente da harmonia de vida. Só que, existem códigos de conduta, formas corretas de viver, e assim, maneiras de agirmos por toda a vida.
Em muitas oportunidades somos imprevidentes, indolentes, insensíveis, soberbos, primeiro agimos em nosso favor. Posteriormente, quando a retidão nos cobra é que podemos retornar ou consertar as nossas maneiras erradas de operar.
Só que a vida não é tão longa assim, os anos passam e as mazelas só tendem a acrescer, o quanto antes nos dispusermos a rever conceitos e estudar a vivência em busca de aprimoramento, tendemos a entender e evoluir, e dessa forma, nos juntarmos com a harmonia e a prosperidade no viver.
Certas vezes, a forma correta de ser exige sacrifícios para seu sucesso, temos de ser retos, cobrarmos a boa conduta, impor a honestidade ao nosso convívio. Obviamente que entendendo as limitações alheias, contudo, sem ressalvas, escusas inventadas por nossa lassidão no agir.
Do contrário, o descompasso no andamento de uma música, a incompreensão devido aos erros gramaticais numa obra literária, e a falta de firmeza nos traços de uma pintura tirarão a beleza dessas criações. Na vida de todos nós é da mesma forma, ocorrerão impasses, dores, alienações, cobranças, erros gerando erros, e a perda do controle de nossas ações.
“Cura as desgraças com a agradecida memória do bem perdido e com a convicção de que é impossível fazer que não exista aquilo que já aconteceu.” Epícuro de Samos.
Haverá uma cadeia de acontecimentos em que ao errarmos e por já sabermos de estarmos no desacerto, nos sentiremos culpados e tantas vezes até por punição própria, nos deixaremos levar pelo erro, como se vê costumeiramente ao observarmos ao nosso redor e em nós mesmos.
Porém, ponderar, não se exasperar, ter coragem de retornar e fazer da forma conveniente é a saída justa, não importa o nosso desmando, a retidão traz ao ser a paz consciencial. É mais forte do que qualquer culpa, sabe-se que terá a condição de ressarcir, de retomar, de seguir com a vida, presentemente, na paz vigente.
Todos nós podemos refazer caminhos, e agora, trilhando os trajetos corretos, impomo-nos a essa busca de passos justos, a preguiça, o medo, a soberba não são maiores que nossa vontade de representar a verdade.
